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Eleições de pessoas trans no Brasil 

04 de Outubro de 2022

Em 2022, segundo levantamento da ANTRA, tivemos 78 candidaturas de pessoas trans, representando um aumento de 44% em relação a 2018. Dessas candidaturas 69 eram de mulheres trans/travesti, 5 de homens trans, 4 de pessoas não binárias. A maioria dessas candidaturas eram de pessoas negras, com posicionamento político mais a esquerda (apesar que houveram pessoas direcionadas à direita) onde a concentração das candidaturas ficou na região sudeste (34%) delas.

A campanha no Brasil foi acirrada, há relatos de muita hostilidade e até violência contra as candidaturas de pessoas trans, fora toda a transfobia estrutural que permeia a sociedade brasileira. Porém, apesar de todo esses contextos, demos passos em relação a representatividade e a ocupação dos espaços e assim elegemos pessoas trans em 2022. Esses lugares são também de pessoas trans e devem ser ocupados por elas.

Quanto a pessoas trans que se elegeram são 3 deputadas federais e 3 deputadas estaduais.  Sendo a Erika Hilton primeira deputada federal travesti eleita pelo estado de São Paulo, Duda Salabert, primeira deputada federal trans eleita pelo estado de Minas Gerais e Robeyoncé Lima eleita pelo estado de Pernambuco. Quanto às estaduais temos : Linda Brasil (PSOL), Dani Balbi (PCdoB) e Carolina Iara (PSOL). A ocupação desses espaços é um caminho não só para a representatividade mas para a equidade, tão necessária no país que mais mata pessoas trans. Esses são os votos que fizeram a diferença.


Dia da visibilidade bissexual? 

23 de Setembro de 2022

A data da visibilidade bissexual, 23 de setembro é comemorada faz 23 anos, e mesmo assim ainda vemos uma invisibilização de letra e até mesmo reprodução de bifobia entre os nossos. Criada em 1999 por três ativistas dos direitos bissexuais, Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur para relembrar a existência e preconceito que as pessoas bissexuais enfrentam ainda na atualidade. Traremos aqui alguns pontos que precisam ser mencionados e descontruídos.

Cabe dizer que não “é só uma fase”, que pessoas bissexuais não “estão confusas”. Pessoas bissexuais existem sim, podem gostar dos dois gêneros e não precisam escolher entre nenhum. Ainda há a ideia de que “podem gostar mais de ou outro gênero”, sendo que não existe porcentagem certa para o amor e a afetividade, não é o quanto se gosta de um gênero ou de outro que valida a bissexualidade de alguém.

Ainda precisamos dizer que o status e relacionamento não altera a sexualidade da pessoa, resumindo: quando uma pessoa bissexual está em um relacionamento com alguém do gênero oposto, ela não passa a ser heterossexual, assim como não passa a ser homossexual ao se relacionar com uma pessoa do mesmo gênero. Outro detalhe é que pessoas bissexuais podem se relacionar com todas as identidades de gênero, incluso pessoas trans, o que não os tornam menos bissexuais.

Quanto ao armário ele afeta todas as letras que compõem a sigla e com os bissexuais não seria diferente, eles também sofrem ao exporem suas identidades, o que está em jogo não é comparar quem sofre mais ou menos, mas entender que são experiências diferenciadas, onde há sofrimento em todas, principalmente para os corpos que fogem da hetéro cis normatividade.

Agora que você sabe mais, que tal espalhar essa ideia? Lembrando que todes podem compartilhar e aprender, inclusive da comunidade LGBTQIA+ que ainda reproduz algumas ideias. Ninguém aqui é “bi de festinha” ou “bi de balada”, todo mundo é livre para ser o que se é e sem rótulos preconceituosos!


Você sabia que hoje é o dia da visibilidade lésbica? 

Mas por que será que ele é visibilizado no dia 29 de agosto?

29 de Agosto de 2022

Exatamente há um ano estávamos no Fundo LGBTQIA não só inaugurado o fundo, como também havíamos colocado sua live de abertura no mês da visibilidade lésbica. Não foi por acaso, sabemos o quanto ainda alguns movimentos precisam de visibilidade e que mesmo com esforços de todas as letras compõem a sigla, esses movimentos precisam ter seu espaço. Então a live de abertura foi para lembrar e visibilizar essa data.

A data de 29 de agosto foi escolhida para sempre lembrar o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE) que foi realizado em 1996 e nos convoca a pensar na exclusão e invisibilização da pauta das mulheres lésbicas em nosso país. Apesar da mudança da sigla que passou o “L” para a frente deixando a sigla com o formato ‘L’GBTQIA+ ainda são necessárias mudanças para combater a violência lesbofóbica, o lesbocídio e práticas como o “estupro corretivo” que são uma violação a integridade cruel dessas mulheres.

Segundo o “Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil”, nos anos de 2000 a 2017 o número de assassinatos de mulheres lésbicas aumentou cerca de 96%, passando de “apenas” 2 casos para 54 homicídios anuais. Desses, 83% foram cometidos por homens, expondo, para além da lesbofobia do crime, o machismo que muitas lésbicas enfrentam, cabe lembrar que ainda muitas dessas violências são realizadas no espaço familiar por pessoas próximas, porém, há casos também de pessoas em ambiente público, mostrando o quanto a lesbofobia é algo estrutural e que precisa ser combatido.

No Fundo LGBTQIA há a parceria com a Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL) que desenvolveu seu trabalho de fortalecimento de lideranças lésbicas, do próprio movimento através de um curso de formação e um espaço de compartilhamento de experiências e que evidenciam que apesar dos avanços, ainda há um caminho de lutas e conquistas para a liberdade plena desse movimento.


Agosto Lilás: Você sabe que campanha é essa?

17 de agosto de 2022

Agosto Lilás é a campanha dedicada ao combate e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres, campanha que foi lançada pelo Congresso Nacional esse ano para comemorar e evidenciar os 16 anos da criação e execução da lei Maria da Penha, tendo o seguinte tema: “Um instrumento de luta por uma vida livre de violência”. A iniciativa partiu da Procuradoria Especial da Mulher e da Liderança da Bancada Feminina pelo Senado e da Secretaria da Mulher, Procuradoria da Mulher e Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher pela Câmara, segundo a fonte Agência Senado.

 Vale salientar que antes mesmo do governo federal promover essa iniciativa, já havia uma lei promulgada pelo estado do Mato Grosso do Sul (a Lei Estadual nº 4.969/2016), e que encontra  adesão de diferentes municípios e estados da federação como: Acre, São Paulo, Minas Gerais,  Rio de Janeiro, Pernambuco, Tocantins, Paraná, Santa Catarina, DF, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná, Ceará, Roraima, Amapá, Amazonas, Espirito Santo, Paraíba, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Rondônia e Sergipe, sendo executada pelos Poderes Legislativo e Judiciário, por diversos órgãos da segurança pública e do sistema de justiça, Universidades,  Sindicatos e outros.

Com o intuito massificar a divulgação da Lei Maria da Penha na sociedade brasileira, a ideia central também é sensibilizar e informar às pessoas como um todo, sobre esse tipo de violência tão comum que perpassa a vida de diferentes mulheres. Ainda evidencia o quanto os serviços especializados da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia existentes são necessários e devem ser visibilizados.

Aqui deixamos o número da Rede de Assistência Social e Proteção Social, do Governo Federal, o 180, que é da “Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180”.   dedicado a uma escuta e acolhida qualificada para às mulheres que se encontrarem em situação de violência, ainda o serviço têm as competências de registrar e encaminhar as denúncias de violência aos órgãos competentes, aceita, da mesma forma reclamações, sugestões ou elogios sobre a condução dos serviços.

É divulgado ainda informações pela central, informações sobre os direitos da mulher, bem como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.


Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente

27 de julho de 2022

Hoje, 13 de julho é o dia para comemorar a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), documento que é um marco para os direitos de crianças e adolescentes no Brasil. O estatuto está completando 32 anos de sua criação e execução.

O estatuto foi instituído a partir da lei nº 8069 a qual regulamenta os direitos das crianças e adolescentes em nosso país e teve como inspiração as novas diretrizes postas na Constituição Federal; O ECA e foi criado para substituir o anterior “Código de Menores” que havia sido instituído durante a ditatura militar no Brasil e que tinha um caráter extremamente punitivo ao invés de protetivo e de reconhecimento de direitos desse segmento, sendo este caráter protetivo e de reconhecimento de direitos um dos maiores destaques do ECA.

O Eca tem sido um instrumento histórico e fundamental nas lutas em defesa da proteção e de políticas públicas infanto juvenis sendo um desdobramento das garantias à infância e à adolescência previstas na Constituição de 1988, revelando todo o esforço conjunto de uma sociedade para garantir um ordenamento jurídico para a proteção e garantia de direitos básicos às nossas crianças e adolescentes, e por isso temos que comemorar: Viva o ECA!!!


O Fundo Positivo junto à uma Organização da Sociedade Civil, a “ABEMAVI”, conseguem um avanço inovador!

05 de julho de 2022

O trabalho é algo fundamental na vida de qualquer ser humano, pois além de trazer o sustento mínimo para uma pessoa em sociedade, também agrega o sentimento de pertencimento social e utilidade. Porém, quando falamos de empregos para determinados grupos, ainda temos taxas extremamente precárias e que evidenciam a vulnerabilidade social a qual estes grupos estão postos.

Um desses grupos é o de pessoas trans e travestis onde 90% dessa população encontra sua subsistência através da prostituição, trabalho que no Brasil não é reconhecido e na maioria das vezes as condições de trabalho são insalubres e precarizadas. Cabe dizer que muitas pessoas trans e travestis não conseguem nem terminar o ensino formal. Entretanto, há no nosso país algumas iniciativas sociais para a mudança dessa realidade, como por exemplo o Transcidadania, que já foi adotado em algumas capitais do país, está fazendo com que pessoas trans e travestis terminem o processo de escolarização formal e adentrem da mesma forma o mercado de trabalho formal.

Mais um recurso que pode ajudar nessa mudança de realidade e perspectivas é a criação de leis a favor das pessoas LGBTQIA+. Nessa matéria queremos dar destaque para a Lei 5.296 de 17 DE MAIO DE 2022 que foi sancionada em Juazeiro do Norte com a ajuda de uma das OSC’s participantes de um dos editais do Fundo Positivo: a Abemavi. Essa lei dispõe sobre o estabelecimento de cotas para o ingresso de pessoas trans e travestis no serviço público municipal em cargos efetivos e temporários, sinalizando uma importante possibilidade e avanço para esse grupo.

O sancionamento dessa mostra que mesmo em tempos difíceis podemos avançar e levar a sociedade junto rumo a transformação social e denota que estamos no caminho certo e que não devemos parar. Que essa lei sirva de exemplo e possa não só ficar na esfera municipal, mas alcançar todos os estados do país. Parabéns Abemavi!


Reunião com a Associação Brasileira Intersexo

11 de julho de 2022

Hoje o Fundo Positivo se reuniu com a Associação Brasileira Intersexo (ABRAI) para estabelecer uma parceria futura, mas, também para entender melhor sobre a realidade das pessoas intersexo no país. A partir desse diálogo tão frutífero pode-se conhecer a abrangência do trabalho da Instituição e o quanto ela é fundamental para as questões e realidade intersexo no Brasil. Foi uma tarde de muito aprendizado, diálogo e possibilidades.

Estávamos com a Thaís Emília (presidenta da ABRAI) e o Pam Herrera (assistente social da instituição) e para além de todo o trabalho de incidência política e advocacy há também o trabalho pragmático onde fazem acolhimento a diversas pessoas intersexo de todas as regiões do país, de diferentes idades e com demandas tão complexas. A ABRAI tem focado os seus trabalhos sobre as variações sexuais e as questões intersexo, onde pleiteia políticas públicas de inclusão da causa intersexo no Brasil e garantindo até o estabelecimento delas, aliado a isso fomenta campanhas para garantir apoio a pessoas intersexo de todo o país.

Ter a ABRAI se integrando ao Fundo LGBTQIA+ é dar visibilidade há uma pauta que muitas vezes só aparece como acessório na sigla, mas nunca é percebida ou colocada em evidência, que é o caso da pauta intersexo, e com a integração ao Fundo, essa é uma forma de criar possibilidades reais não só de apoio, mas também de visibilidade positiva e estruturação de ações.


Identidade de Gênero e Banheiro – É pra se orgulhar mesmo (campanha)

28 de Junho de 2022

Desde 1969, quando um grupo de frequentadores de um bar homossexual nos Estados Unidos marchou pedindo o fim da violência contra a população LGBTQIA+, o dia 28 de junho foi adotado como Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Desde então, a comunidade vem lutando por mais direitos e, aos poucos, garantindo conquistas:

🟡Criminalização da homofobia

🟢União estável

🔵Casamento

🟣Adoção

🔴Doação de sangue

🟠Nome social

Apesar de as decisões do STF e de outros órgãos competentes terem garantido direitos à comunidade LGBTQIA+, os tópicos não foram inseridos na Constituição.

À CNN, Paulo Iotti reforçou a importância de se transformar tais direitos em lei, por meio de Emendas Constitucionais, para segurança jurídica –dado que, a mudança da composição da Suprema Corte, por exemplo, poderia reverter as medidas, explicou o advogado.

Um dos projetos que tramita no Congresso e que propõe consolidar diversos direitos à população LGBTQIA+, como direitos à Convivência Familiar, à Parentalidade e à Identidade de Gênero, é o PLS nº 134/2018, que institui o Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero.

Com autoria no Senado, o projeto está paralisado desde 2019, quando foi distribuído ao senador Paulo Rocha (PT-PA) para emissão do relatório.

Adpat. CNN


Sobre adjetivos pejorativos em relação a pessoas LGBTQIA+

22 de junho de 2022

Continuando a campanha “É pra se orgulhar mesmo!”. Hoje trazemos a questão de como a linguagem e nossa comunicação podem ser usadas para oprimir e propagar preconceitos. E o quanto aquele “adjetivozinho ali” que você acha inofensivo pode estar propagando uma violência contra determinada pessoa e determinado grupo.

Sabemos que a linguagem carrega as marcas históricas das opressões sociais que estruturaram a história e a própria sociedade e que pode sim, ser um canal propagador de violências. Dando um exemplo prático: quantas expressões racistas identificamos atualmente no nosso vocabulário e que precisam e precisaram ser revistas e até banidas? E quantas mais serão? E quantas expressões machistas? E capacitistas? Com a comunidade LGBTQIA+ não seria diferente. Mas o mais interessante sobre a linguagem é que ela é viva e muda de acordo com o tempo e atores/atrizes sociais que estão nela envolvidas.

Aqui não se irá citar as expressões visto que são formas de violência, mas já pararam para pensar que na maioria das vezes sempre que um homem cis (independente se ele for da comunidade ou não, mas se ele for isso fica mais intenso) faz algo que não você gosta se usa uma determinada palavra com “V” para depreciá-lo? E não precisa ser um homem não, quantas pessoas trans, principalmente mulheres trans ainda tem que lidar com o termo “traveco” quando elas estão defendendo suas posições ou se afirmam enquanto mulheres ou reivindicando o feminino? Termo esse que além de pejorativo, denota algo descartável e sem valor.

Essa questão da comunicação é muito forte até na imprensa/mídia nacional por exemplo que usava a expressão nas décadas de 80/90 chamava a infecção por HIV de “câncer gay ou peste gay”, o que além de LGBTIFóbica e descontextualizada essa afirmação,  criou-se um estigma que ainda se propaga por décadas. Aqui são só pequenos exemplos, para se refletir, tanto as que fazem parte da comunidade quanto das que não fazem.

O mais legal é que todes podem ir mudando seu vocabulário gradativamente e se informando dessas expressões e assim tornar a linguagem um canal de propagação de boas notícias e não fake. Melhor é propagar mesmo boas notícias!!!

Orgulhe-se!


Empregabilidade LGBTQIA+ 

14 de junho de 2022

Continuando as publicações do mês do orgulho e da campanha “É pra se orgulhar mesmo”, hoje se tem mais um card para pensarmos as questões relacionadas às vidas LGBTQIA+. O tema é empregabilidade, tão caro para pessoas LGBTQIA+. Ter um trabalho garante não apenas a sobrevivência da pessoa, como traz um senso de pertencimento e utilidade para a sociedade e isso contribui não só para vida da pessoa em si mas, também para a saúde mental dela.

Na pesquisa da #VoteLGBT (2021) são postos vários relatos de LGBTQIA+ sofrendo violências LGBTQIA+fóbicas de nível moral e verbal mostrando o quanto ainda é difícil ser LGBTQIA+ nos espaços de trabalho, pois ao revelar a sua orientação ou até mesmo perceberem sua identidade de gênero, pode ser motivo para sua demissão.

Nesse mês, a gente vê várias marcas trazendo a bandeira do arco-íris e falando em diversidade LGBTQIA+, porém, quando vamos para seus quadros de funcionários não temos nenhum ou 1, e quando se tem “diversidade” só existe para uma letra.

Apoiar a empregabilidade LGBTQIA+ é muito mais do que por a bandeira LGBTQIA+ em suas logos, é poder oferecer um trabalho digno, onde nesse espaço não exista LGBTQIA+fobia e que a pessoa se sinta respeitada por sua intersecção. É pensar o quanto ainda existem letras da sigla que não conseguem acessar esse espaço e agir diretamente sobre isso oferecendo vagas de trabalho direcionadas para essas pessoas. Existem algumas iniciativas que podem ajudar, como por exemplo, o “TransEmpregos” que é um site direcionado para ofertas de vagas às pessoas Trans e Travestis e que ajudam nesse processo.

Apoiar a empregabilidade LGBTQIA+ é evidenciar que nossa capacidade técnica e competência não está nas nossas singularidades de pertencer a sigla e sim em nosso trabalho e esforço.

Orgulhe-se


Mês do Orgulho LGBTQIA+

 08 de junho de 2022

Casais LGBTQIA+ tem o direito de mostrar publicamente o seu afeto.

No mês do orgulho LGBTQIA+ lançamos a campanha: “É para se orgulhar mesmo!” e, com pequenas postagens, que também são lembretes diários de fatos das vidas das pessoas que pertencem a comunidade LGBTQIA+, se irá dialogar e debater sobre elas com o intuito de fazer você refletir. Essas mensagens são para todes.

O direito ao afeto é um direito legado a todes pois, ser amado e se sentir amado traz inúmeros benefícios não só para a saúde mental das pessoas como propicia qualidade de vida. Se sentir amado e poder deixar isso vir à tona em diferentes espaços,  faz com que a pessoa tenha um senso de pertencimento maior em sociedade além de um aumento do bem-estar pessoal. E afeto é afeto, não é mesmo? É muito bom demonstrá-lo e senti-lo.

Mas por que então existem pessoas que insistem em dizer que casais LGBTQIA+ só devem demonstrar afeto entre 4 paredes em seus respectivos lares? A resposta para isso é a LGBTQIA+fobia estrutural! Por causa dela, geralmente pessoas cis-héteros, acham que somente elas podem demonstrar afeto publicamente com a ideia de que a única sexualidade e identidades possíveis são essas e as únicas que devem ser veiculadas e permitidas.

Essa ideia é tão arraigada, que essas pessoas tendem a cercear até as crianças, dizendo que elas não podem ver casais LGBTQIA+ demonstrando afeto, pois isso vai influenciá-las. Cabe uma pergunta: Por que as crianças não podem ver casais diferentes da heterocisnorma? Qual o problema com a pluralidade existente de formas de afeto? A resposta já foi dada. E pode ter certeza de que não irá influenciá-las pois a pessoa que escreve esse post (que é uma pessoa trans) cresceu a vida inteira sofrendo transfobia e sendo direcionada a ser CIS e mesmo assim, continuei sendo o que sempre fui: TRANS!

Vale lembrar que LGBTQIAfobia é crime e que qualquer casal LGBTQIA+ que sofrer violência deve denunciar. Uma dica que deixamos para vocês assistirem é: o documentário “O meu afeto te afeta?”. Que é um documentário que aborda várias questões trazidas acima.

Orgulhe-se!


Dia Internacional da Família

26 de maio de 2022

Essa data foi instituída pela ONU, que é o dia 15 de maio e é para o mundo todo. No Brasil temos outra data, só que nacional, que relembra sobre essa comemoração que é o dia 8 de dezembro.

Com esse post não queremos definir necessariamente o que significa família, porém o que se quer elucidar é que família é muito mais do que um casal.  Na verdade, queremos lembrar que família pode ser a união familiar entre diversos membros que possuem um ancestral familiar em comum, ou pessoas, que juntas constituíram uma nova família, independente disto. Ou seja, não são só laços biológicos e genéticos, mas também afetivos, sociais e coletivos.

Assim, atualmente, reconhece-se famílias que são formadas apenas pela mãe e seus filhos ou pelo pai e seus filhos, ou mesmo famílias formadas por dois pais e seus filhos e duas mães e seus filhos. Independentemente do formato, o que importa são os laços de amor envolvidos, e por isso é tão importante respeitar os diferentes tipos de família que existem. Família então terá diversas composições e formatos e o que define são as atuais conjunturas da sociedade, e nós do Fundo Positivo, apoiamos todas as famílias!!!

A ONU chama a nossa atenção para refletir a importância que a comunidade internacional dá para as questões relacionadas à família, bem como sua importância para o desenvolvimento e estabelecimento de melhores condições de vida para todos.


Dia internacional da Luta contra a LGBTIFObia

17 de maio de 2022

Hoje é o dia da lembrança e comemoração internacional da luta contra a LGBTIFobia no mundo. Mas você sabe por que essa data foi escolhida? Pois bem, no dia 17 de maio de 1990 a homossexualidade foi retirada da categoria de doença pela Organização Mundial da Saúde, ou seja, foi despatologizada se tornando um marco na história mundial. O Brasil havia homologado esse feito em 1985, porém quando a OMS o faz, evidencia uma postura e influencia todo o mundo.

Nesse dia ressalta-se a luta contra a discriminação e violação dos direitos das pessoas LGBTQIA+, dando visibilidade a ela (que não deve limitar-se só a esse dia) e a busca de ações que auxiliem e combatam o preconceito existente na sociedade. O Brasil como já é posto por Organizações Nacionais e Internacionais é o país que mais mata LGBTQIA+ no mundo, e quando a morte não é direta, ela ocorre por suicídio, o que revela o quanto viver no Brasil sendo LGBQIA+ é uma realidade difícil. Então esse dia não é sobre “mimimi” mas é sobre não só pela afirmação mas, também pelo direito de viver livre e em plenitude sem que sua identidade sexual ou de gênero seja a causa da sua morte.


Nota de Falecimento –  16 de maio de 2022

O movimento e a população LGBTQIA+ do Brasil vem conseguindo angariar conquistas ao longo do tempo como: O Brasil sem Homofobia proposto em 2004, o casamento igualitário para casais homoafetivos, a adoção de crianças, a criminalização da LGBTIFobia em 2019, o decreto de retificação de nome e gênero para pessoas trans do Brasil, decretos para utilizar o nome social em diversos contextos, doação de sangue. Essas são vitórias porém, a luta continua para que essas conquistas não sejam derrubadas por governos conservadores e fundamentalistas, que essas conquistas sejam políticas do Estado brasileiro e não de governo.

Precisa-se muito avançar mas o movimento mostra que se está no caminho certo e que  a frase de Marsha P. Johnson seja a inspiração: “você nunca terá completamente seus direitos, uma pessoa, até que você tenha todos os seus direitos.”


Dia internacional de Cruz vermelha e do Crescente Vermelho

09 de maio de 2022

Dia 08 de maio é o dia para relembrar ao mundo sobre a Cruz Vermelha. Mas, você sabe o que significa esse nome? Muitos podem associar ao comunismo (por causa da cor vermelha) e coisas do tipo, porém veremos a seguir que não tem correlação. Esse dia foi escolhido para lembrarmos  o aniversário do nascimento de Henry Dunant, em 1828, o fundador do Movimento. Ele documentou o terrível sofrimento na Batalha de Solferino, em 1859, na Itália.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho tem como foco prevenir e aliviar o sofrimento humano durante guerras e emergências como epidemias, inundações e terremotos. Hoje, segundo a própria organização 1 em cada 524 pessoas no mundo, oferece serviços voluntários através seja voluntária da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho.

O Movimento não é uma organização que age sozinha. Suas ações são também ratificadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e pelas 189 Sociedades Nacionais. Cada uma dessas partes tem sua identidade e seu papel legal, mas estão todas unidas por sete Princípios Fundamentais, sendo eles: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.

O Brasil também possui voluntários e funcionários da Cruz vermelha, que estão localizados em 18 estados com filiais e coordenações. Há vários trabalhos dando suporte a população como: “Ônibus da Vacinação e dos projetos de Cartões Humanitários, Volta às Aulas, Menina Ajuda Menina, Juntos Contra o Mosquito” e mais. Que o compromisso com a missão humanitária, tão preciosos a Cruz Vermelha, esteja sempre presente em nossa sociedade.


Canal Distrito Drag  vem trazendo aulas em Cultura, História e Arte LGBTQIA+

04 de maio de 2022 

Em tempos tão corridos onde a informação também passa a ser corrida, vale tirarmos um tempo para nos “debruçarmos” melhor sobre alguns temas. Um deles, é sobre a própria comunidade LGBTQIA+, visto que nossos direitos foram conquistados e não “dados”, onde é interessante entendermos o porquê disto. Por isso, nesse post fazemos a sugestão de acompanhar as aulas do canal “Distrito Drag” na plataforma Youtube.

O canal além de informar e educar sobre questões LGBTQIA+ traz em sua formação nomes muito importantes como: Rita Von Hunty, Renan Quinalha, Bruna Irineu, Meg Rayara, Bruna Benevides, dentre outras pessoas importantes. As aulas são muito didáticas, interessantes e bem politizadas trazendo um panorama das questões atuais não só de vida mas, também políticas das existências LGBTQIA+

As 10 aulas estão salvas no canal e podem ser assistidas na plataforma, sendo totalmente gratuitas, bastando somente seguir o canal. Aproveitem esse show de conhecimento e representatividade.


Total solidariedade a Keila Simpson

02 de maio de 2022

A presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), Keila Simpson, sofreu uma violência e constrangimento transfóbico no Aeroporto do México neste domingo passado, dia primeiro de maio.  E o Fundo positivo, através desta nota, vem manifestar apoio a Keila, a qual é também uma parceira dos projetos do Fundo.

Keila Simpson estava indo para o México pois foi convidada para representar o Brasil num Fórum Social Mundial tanto pela Abong quanto pela Antra quando foi barrada no aeroporto em função da sua identidade de gênero, visto que seus documentos civis não são retificados, porém todos os documentos que levou e inclusive as passagens compradas de ida e volta, eram legais. A presidenta não pôde prosseguir em direção ao evento e nem participar dele, pois foi conduzida a uma sala no aeroporto onde teve que esperar mais de dez horas e assim foi colocada num vôo de volta para o Brasil, ou seja ela foi deportada por ser travesti. Isso é uma violação do direito à identidade de gênero das pessoas trans, que inclusive é ratificado por acordos internacionais como os princípios de Yogyakarta.

Atuando no movimento LGBTQIA+ desde os anos 90, Keila Simpson Souza é travesti e tem 53 anos. Nessa jornada além de ser a atual presidenta da ANTRA (que conta com mais de 170 ONG’s afiliadas) é também coordenadora do Espaço de Sociabilidade e Convivência do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT da Bahia.

                Um marco de sua trajetória é a luta pelo direito das pessoas travestis e transexuais, tendo sempre atuado na luta pela conquista do direito ao nome civil de pessoas trans. Keila tem uma trajetória consistente onde em 2014 ela foi condecorada com o Prêmio Direitos Humanos, recebendo o prêmio das mãos da própria presidenta Dilma Rousseff.  Transfobia é uma violência e que não deve ser propagada. Total solidariedade a Keila.

O Instagram da ANTRA divulgou um vídeo onde ela narra esse processo e confirma a todos já estar de volta ao Brasil.


A RedeTrans Divulga dados advindos do Censo Trans

14 de abril de 2022

Nos dias 04, 05 e 06 de abril aconteceu em Aracaju, capital do estado de Sergipe, a apresentação dos dados preliminares do “Censo Trans: Pesquisa sobre o perfil socioeconômico de travestis e transexuais do gênero feminino em 10 capitais brasileiras”, que é um projeto da Rede Nacional de Pessoas Trans – REDETRANS, o qual é financiado também pelo Fundo Positivo.

Esse censo está mapeando e configurando um perfil socioeconômico da população trans brasileira e tem como intuito formar um banco de dados para que se engendrem políticas públicas que atuem na redução da exclusão social da população trans. Primeiramente foi pensado para mulheres trans, mas na própria conferência ressaltaram que os homens trans devem e serão incluídos nessa pesquisa posteriormente, assim como serão incluídos novas capitais.

Durante esses dias de evento houve o Workshop da REDETRANS que realizou uma formação em advocacy e contou com militantes e associadas da REDETRANS de todo o país.  Os temas foram variados como a questão da segurança pública e mapeamento de políticas nesta área, a questão da formulação e gestão das políticas públicas voltadas para a questão trans, mídia e mobilização positiva desta, a questão de levantamento de dados e o manuseio correto deles, demandas referentes a saúde deste segmento e, por fim, a análise dos dados levantados pelo censo em diferentes perspectivas. Foram dias com muitas provocações e falas que mostravam a realidade em diversos estados brasileiros, o que foi muito rico e plural, onde no último dia realizaram uma reunião para definir as próximas ações da REDETRANS

Sobre os dados, mesmo que preliminares temos que foi majoritariamente respondido por mulheres trans e travestis, onde 58,2% delas se declaram pretas e pardas e foi uma população relativamente jovem que respondeu, visto que 85,3% tinham até 35 anos, onde mais da metade concluiu o ensino médio, porém, 20,4% delas não tinha nem o fundamental completo. Outro dado é que 82, 4% das respondentes são trabalhadoras sexuais. Ainda sobre esses dados 63% delas tem rendimento salarial de até 1 salário-mínimo e que 27% não tem renda nenhuma. Na questão da saúde, ainda cabe dizer que muitas tomavam hormônios por indicação de terceiros e por conta própria (98%) e mais da metade  (55%) já aplicaram o silicone industrial no corpo. Quando se fala das violências, sejam elas sexuais, verbais, físicas e até a expulsam de casa, mais de 70% das respondentes relata ter passado por pelo menos uma delas.

Todos esses dados revelam a situação drástica que as pessoas trans vivem no Brasil e o quanto se faz urgente iniciativas não só pela REDETRANS e o Fundo Positivo, mas do próprio estado brasileiro na fomentação de políticas públicas. É perceptível que esferas básicas como educação, saúde, trabalho e renda são questões precarizadas quando falamos de vidas trans. A pedagogia da violência como bem coloca a professora Luma Andrade, se faz presente ainda não só nas vidas destas pessoas como na própria sociedade brasileira, onde a palavra exclusão ainda é a que predomina. Porém, com as ações de advocacy e os movimentos sociais, incidindo junto ao Estado Brasileiro, é possível se encontrar caminhos para dirimir esta realidade. A REDETRANS agradecemos pelo o importante e necessário trabalho.


Todos os aplausos para a Déborah Sabará!

Nota de repúdio pela violência transfóbica sofrida por Déborah na Câmara Municipal de Vitória

08 de abril de 2022

Nós do Fundo Positivo, e inclusive do Fundo LGBTQIA+, estamos vindo através dessa postagem, manifestar apoio a grande ativista e coordenadora de projetos Deborah Sabará, por causa da violência transfóbica sofrida na Câmara Municipal de Vitória. A ativista e coordenadora foi receber uma monção de aplausos pelo Dia Internacional da Mulher, porém, não apenas por isso, mas também pelo grande trabalho frente as questões de Direitos Humanos e direitos da população LGBTQIA+.

Um vereador do Partido Liberal se manifestou contra a monção usando como referência a questão religiosa de “Deus e a Bíblia” e com isso utilizou-se de palavras e frases de cunho transfóbico, caindo no discurso já usual da bancada conservadora e evanglélica que é um discurso genitalista e fundamentalista religioso. Queremos ressaltar que transfobia é crime tipificado desde 2019 e que tudo que foi proferido são ataques transfóbicos a pessoa de Deborah, o que é inaceitável e um crime.

Cabe mencionar que Deborah é uma importante representante da a LGBTQIA+ no Espírito Santo, onde exerce seu trabalho pela Associação Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade, a GOLD, ainda é coordenadora de Ações e Projetos e atua desde 2005 na defesa dos direitos humanos.

Discorrendo ainda sobre o trabalho da Deborah, ela é uma importante Parceira do Fundo Positivo, onde vem desenvolvendo importantes ações através de projetos. Um em específico, que está sendo desenvolvido agora, envolve a questão de redução de danos de uso de psicotrópicos para pessoas LGBTQIA+ em privação de liberdade num complexo penitenciário da região de Vitória, um trabalho sensível e necessário. Ela também foi homenageada por ser a primeira porta bandeira do estado do Espírito Santo.

Só gostaríamos ressaltar que pessoas trans existem e que o discurso genitalista já foi superado. Ninguém nasce, torna-se, sendo fruto das interações e construções biopsicossociais. Identidade de gênero nunca foi medido pelo que se tem o que não se tem, mas sim pela construção histórica e de vida da pessoa. Para Déborah todos os aplausos pela coragem e maestria em tornar a nossa sociedade mais justa para aqueles que foram excluídos por ela. Não pare de lutar! Estamos com você!


Vitória: Lei Maria da Penha agora é aplicável às mulheres trans

06 de abril de 2022

A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (5), que a lei Maria da Penha é aplicável a uma mulher transgênero.

Por unanimidade, os ministros foram favoráveis a um recurso apresentado em favor de uma mulher transgênero que alega ter sido agredida pelo pai.
Os desembargadores da 10ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) haviam entendido que a lei Maria da Penha somente poderia ser aplicada em casos de violência doméstica ou familiar contra pessoas do sexo feminino – levando-se em conta exclusivamente o aspecto biológico.
O Ministério Público Federal defendeu que a mulher transexual tem direito a medidas protetivas com base na lei Maria da Penha, independentemente de ter sido submetida a cirurgia de transgenitalização.
No caso concreto, a mulher alega que sofreu agressões que deixaram marcas visíveis, constatadas por autoridade policial. Segundo ela, seu pai chegou em casa alterado e, quando tentou sair da residência, ela foi imobilizada e jogada na parede e empurrada. Ela ainda foi ameaçada com um pedaço de madeira e conseguiu fugir.
O relator do caso, ministro Rogerio Schietti, afirmou que a decisão da Justiça em 1º e 2º Instâncias levou em consideração apenas a situação biológica, e não a identidade de gênero.
“Este recurso especial, que, como foi dito, se interpôs contra decisão do juízo de 1º grau e 2º grau do Tribunal de Justiça de São Paulo que afastaram a proteção a Lei Maria da Penha para recorrida com o argumento de que quando a Lei Maria da Penha se refere a mulher o conceito de mulher seria um conceito meramente biológico, não abrangendo situações em que pela identidade de gênero deveria estender essa proteção a todas essas pessoas que se identificam como mulheres”, afirmou.


Dia internacional da Visibilidade trans

31 de março de 2022

Hoje, dia 31 de março é celebrado internacionalmente o dia da visibilidade trans, que foi inicialmente trazida pelos Estados Unidos da América em 2009. A lembrança nesse dia é para não só evidenciar a violência e preconceito que esse grupo é exposto na sociedade atual quanto para lembrar e convocar entidades do mundo inteiro para combater o preconceito e discriminação e pensar ações de inclusão social da população trans

Através do Dossiê Assassinatos e Violência Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2021, publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), podemos constatar uma triste realidade: 123,8 pessoas trans foram assassinadas no país, em média, de 2008 a 2021. Nos últimos três anos, foram 124, 175 e 140 vítimas, respectivamente. Com esses números alarmantes, a data ganha relevância para pensarmos iniciativas de debate e iniciativas sobre questões relacionadas à comunidade LGBTQIA+. O ano de 2021 foi o 13º seguido em que o Brasil vem se mantendo no topo do ranking como o mais violento contra pessoas trans em todo o mundo, como aponta a Transgender Europe.

Porém, apesar dos dados, a vida pulsa nos corpos trans e temos mudado a realidade a partir de histórias exitosas. No Brasil podemos citar uma série de pesquisadores e pesquisadoras trans que fazem diferença para nessa realidade tão dura para pessoas trans. Não conseguiríamos citar todes eles pois são muitos. Ainda cabe dizer que não é só de dor que pessoas trans vivem, mas sim de inventividades, de corpos que se reconfiguram e transformam a si e a sociedade, porém, sem romantização.

Aqui queria deixar a sugestão do documentário que está na Netflix intitulado “Morte e Vida de Marsha P. Johnson” que revela não só a história do movimento LGBTQIA+ internacional como a resistência das pioneiras desse movimento: Marsha e Silvia.


A Força que vem da Maré: Centro de Cidadania LGBTQIA+ e a história de Gilmara Cunha

30 de março de 2022

Quem é Gilmara Cunha? “A força que vem da Maré”

Moradora do complexo da Maré, é Fundadora do Grupo Conexão G, com mais de 15 anos trabalhando como ativista da população LGBTQIA, ingressou na militância em 1999, sempre pensando “a população LGBTIQIA+ favelada e como ela pode vencer as desigualdades e dificuldades, buscando um país mais inclusivo e democrático”. Gilmara Cunha, além de ser uma mulher forte, determinada e muito divertida, é estudante de Psicologia, tem 37 anos e foi a primeira mulher trans condecorada com a maior honraria da Assembleia legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que é a Medalha Tiradentes.

O que é o Centro de Cidadania LGBTQIA+ da Maré – “Pioneiro na América Latina dentro de uma comunidade”

O centro de Cidadania LGBTQIA Capital III – na Maré foi inaugurado em setembro do ano passado, porém, a relevância desse centro permanece constante. Inaugurado através de Parcerias com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), o centro vem a ser pioneiro em uma comunidade na América Latina, no caso, o complexo da Maré.

O que o centro faz? Qual a importância dele? – “Centro de Referência e Resistência”

Esse novo centro vem especializado e preparado para proporcionar atendimento psicossocial e atendimento jurídico das demandas que assim chegarem, oferece ainda cursos de informática e, aliado a isso, o espaço tem mais funções: como acolher, informar e até mobilizar as pessoas que ali chegam, além de ser um serviço de promoção de políticas públicas para a população LGBTQIA+, que tem como missão, para além das já descritas, o enfrentamento da LGBTIfobia e  garantia de cidadania ao segmento LGBTQIA+

Segundo pesquisa da organização de mídia Gênero e Número, com o apoio da Fundação Ford e divulgada pela Fundação Fundo Brasil em 2018, 51% das pessoas LGBTQIA+ relataram ter sofrido algum tipo de violência motivada pela sua orientação sexual ou identidade de gênero. Entre as violências, 94% foram verbais e outras 13% físicas. Os centros nascem para enfrentarem essa situação de LGBTfobia que pessoas sofrem todos os dias.

De acordo com a Transgender Europe (2022), o Brasil ainda se encontra no primeiro lugar do ranking mundial de assassinatos de pessoas trans, esse posto vem sendo ocupado pelo Brasil desde 2008, ficando também em primeiro lugar pelo décimo terceiro ano consecutivo . Esse dado vem ao encontro com os estudos realizados pelo Grupo Gay da Bahia, o qual evidencia que no binômio 2020-2021, foram assassinadas 444 pessoas LGBTQIA  notificadas, colocando o Brasil  em primeiro lugar no topo de assassinatos desse segmento. Cabe evidenciar ainda que apesar de os assassinatos para outros os segmentos LGBQIA terem diminuído, para as pessoas trans ele aumentou na pandemia do Covid-19 conforme o “Dossiê sobre assassinatos de transexuais e travestis brasileiras” da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), revelando que somente em 2021,  140 pessoas trans foram assassinadas e que se comparadas as mortes notificadas desde 2008, houve um aumento de 141%.

Esta realidade desigual, preconceituosa e cruel, motivou a moradora e ativista da Maré, Gilmara Cunha, a trabalhar pela fundação do primeiro Centro de Promoção de Cidadania LGBT dentro de uma favela, mais especificamente no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, o qual também leva seu nome (como uma homenagem) e como ela mesma ressalta: “As travestis têm que ser homenageadas em vida como uma forma de reparação histórica”.

Gilmara ainda ressalta que todos os financiadores tiveram participação nessa conquista, principalmente os que estão junto ao Conexão G, e aí está o Fundo Positivo, que fomenta através dos editais e recursos a continuidade desse trabalho, isso corrobora com os resultados desse trabalho. A parceria do Fundo Positivo, segundo ela, esteve presente em dois momentos na questão primeiramente do advocacy e na incidência política e num segundo momento quando incidiu diretamente na vida daqueles e daquelas que diretamente foram beneficiadas pelo projeto, inclusive na questão da segurança alimentar.

Projeto cozinha trans e como o Financiamento do Fundo Positivo está ajudando? – “Não apenas se cozinha, se politiza também!”

 Com o grupo Conexão G de favelas, Gilmara tem um potente e importante projeto na Maré, Intitulado “Cozinha Trans”, o qual oferece cursos de geração de renda, empregabilidade, empreendedorismo e autocuidado para pessoas trans das favelas, possibilitando inclusive a inserção dessas pessoas no mercado formal de trabalho. O “Cozinha trans não é só botar as pessoas trans para cozinhar, ali tem uma formação política, uma formação de empoderamento desses corpos” como ressalta Gilmara. Além do curso de cozinha haverá ainda uma feira onde várias empresas serão convidadas para ver o trabalho do grupo e formar parcerias.

O projeto recebe financiamento do Fundo Positivo e a Coordenadora ressalta que o apoio do Fundo Positivo não foi apenas neste momento, mas que o Fundo participa na construção histórica desses resultados que vem sendo construídos. “Esse Fundo não é apenas um que se diz diverso e que coloca a pessoa como cota, ele dá oportunidades às pessoas”.

O tempero da “Cozinha Trans” foi tão bom que foram convidadas para estar em um jantar beneficente no Copacabana Palace O jantar contou a presença de Melissa Cohen, nora do presidente dos EUA, Joe Biden, Narcisa Tamborindeguy a ex-BBB e influencer digital Rafa Kaliman. “Elas passavam só por fora do espaço, no máximo na porta, mas agora elas puderem estar dentro e como convidadas”

Conheça um pouco mais do trabalho de Gilmara e do Conexão G no instagram!


Post sobre Popó Vaz e falecimento

15 de março de 2022

Nesse post viemos lamentar e comunicar o falecimento do ativista Popo Vaz.

Popo Vaz era um influenciador digital, policial e ativista dos direitos das pessoas trans, em especial transmasculinas pois era também um homem trans. Conhecido por sua irreverência, seu sotaque mineiro e até uma forma icônica e divertida de tratar os temas que debatia, certamente foi conhecido por muita gente que já o viu no canal “Põe na Roda”.

Não temos o intuito de especular sobre a causa da morte e esta também não foi divulgada, porém temos que lembrar de que saúde mental é importante para qualquer ser humano, e principalmente a aqueles grupos que estão o tempo todo sempre sendo expostos a violências estruturais a partir de suas identidades, no caso em particular, a transfobia estrutural.

Há um post anterior que evidencia o quanto devemos cuidar da nossa saúde mental e que fala sobre o Janeiro Branco aqui no insta do Fundo Positivo, mês dedicado ao cuidado da saúde mental, porém esse cuidado deve ser estendido ao ano como um todo. Total solidariedade a amigos e família de Popo. Estamos de luto.


Dia Internacional das Mulheres: 08 de março de 2022

A data 8 de março foi instituída pela ONU em 1975 como o dia Internacional das Mulheres e, apesar das homenagens à mulheridade sempre trazerem mensagens suaves, a data foi palco de muita luta e resistência das mulheres, onde as operárias de uma fábrica bradavam por melhores condições de trabalho e de vida. Nesse dia não é sobre para falar de flores e sim de força e resistências.

Que hoje se tenha sim muita comemoração pois foram através das mulheres que muitas conquistas e avanços tecnológicos vieram e assim, trouxeram inovação e qualidade de vida.  Porém, apesar das contribuições das mulheres ao longo de mais de 100 anos de protestos, reivindicações e movimento feminista, ainda as discriminações persistem e são devastadoras nos tempos atuais.

Ainda há luta para acabar com as diversas violências contra as mulheres e, infelizmente, fazemos parte de uma estrutura que privilegia os homens em todas as esferas sociais, onde ainda é ponto de luta: a igualdade de salários, direito ao aborto legal, luta contra o feminicídio e criação de políticas mais efetivas e específicas para as mulheres, dentre tantas outras pautas interseccionais.

Os movimentos feministas lidam com esses problemas e são a esperança de uma sociedade mais equitativa, onde quem sabe, as flores possam representar mais essa data quanto milhares de punhos erguidos.


Dia internacional da Mulheres e Meninas na Ciência

22 de fevereiro de 2022

A diversidade sempre foi a nossa força, já evidenciava Emy Koyama. Muitas das conquistas que temos hoje e avanços foram trazidos pelas perspectivas das mulheres, que diante ainda de tanta desigualdade de gênero, conseguem revolucionar o mundo.

Mulheres, cis, trans, p retas, periféricas, lésbicas, intersexuais, mães, ativistas, militantes, acadêmicas, coordenadoras, líderes comunitárias, professoras, dentre tantas outras intersecções. Esse post é para lembrar da famosa frase clichê que “juntas somos mais fortes” e que não há transformação social sem a perspectiva de todas em suas singularidades e a construção em conjunto.

Uma singela homenagem às mulheres que “fazem ciência” de diversas formas pelo Brasil a fora e no Fundo. Obrigada pela parceria!


Dia internacional da Mulheres e Meninas na Ciência

15 de fevereiro de 2022

Você se já se perguntou por que sempre vemos mais homens nas áreas das ciências tecnológicas e engenharia do que mulheres? Será que essa diferença é simplesmente baseada na ideia essencialista e sexista de que “homens são diferentes de mulheres”?

Pois bem, é de conhecimento de todos que qualquer ser humano pode aprender qualquer matéria ou área desde que tenha subsídios necessários para o aprendizado e que haja incentivos de diversas ordens. Mas, na nossa sociedade, as mulheres ainda enfrentam muito preconceito quando adentram essas áreas pois existem enormes obstáculos estruturais e sociais dificultam e até impedem o ingresso de mulheres na pesquisa científica e áreas tecnológicas.

Então é necessário que além das políticas que combatam as desigualdades de gênero, se construam da mesma maneira políticas que incentivem as mulheres nas áreas da ciência e tecnologia e que tornem esses espaços seguros e, que abracem e incentivem os talentos que surgirem, pois precisamos também das perspectivas das mulheres para assegurar que a ciência e tecnologia estejam e funcionem para todes.

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência é sempre relembrado e comemorado no dia 11 de fevereiro e foi uma iniciativa da Assembleia das Nações Unidas em 2015 e então passou a integrar o calendário de eventos da Fundação em 2019. Nesse dia, a Unesco e a ONU Mulheres além da visibilidade que propagam nesse dia e durante o mês, realizam diversas atividades evidenciando o papel e as contribuições das mulheres nas ciências.


Sobre a nova variante do Vírus da Imunodeficiência Humana Adquirida (HIV)

07 de fevereiro de 2022

Há poucos dias surgiu uma notícia que está sendo propagada e causando alardes pelo mundo inteiro: o “surgimento” de uma nova variante do HIV que é “mais virulenta”, a qual começou a se propagar.

Essa notícia foi divulgada por um grupo de cientistas, depois de notarem a circulação da variante na Holanda. 109 pessoas foram diagnosticadas com a nova variante, 100 delas somente na Holanda. Apesar da “descoberta” essa variante não é nova, na verdade foi identificada desde os anos 90. Mesmo sendo mais virulenta, não precisamos entrar em pânico. Caso as pessoas que se infectarem estiverem em tratamento ou os iniciem precocemente, terão os mesmos prognósticos e estatísticas positivas de pessoas com os outros tipos de variantes do vírus.

A Variante B (ou VB) como foi batizada, tem características mais singulares como ser capaz de levar a uma maior carga viral no sangue em comparação com outros tipos do vírus; de ser mais transmissível; e de diminuir mais rapidamente as células de defesa T-CD4 do corpo (células responsáveis para o funcionamento correto do sistema imunológico).

Cientistas reafirmam que não é para se fazer alarde, pois já existem testes e tratamento, porém reiteram as medidas de prevenção e acesso a exames, testes de HIV e cuidados em saúde regulares, não só para o diagnóstico precoce como também para o tratamento imediato adequado. Salienta ainda que as orientações aos grupos chave deve ser mantida e continuada.

A Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) estima que 37,7 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo em 2020, ano em que ocorreram 1,5 milhão de novas infecções, e por isso a prevenção e o diagnóstico são medidas necessárias, além do combate ao preconceito e estigma, visto que o acesso ao tratamento no Brasil é público e universal.


Dia mundial do câncer – 4 de fevereiro       

O Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, é uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). Tem como objetivo aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, além de influenciar governos e indivíduos para que se mobilizem pelo controle do câncer.


Dia da Visibilidade Trans* no Brasil

31 de janeiro de 2022

O dia da visibilidade trans, não é apenas para bradar bandeiras ou simplesmente nos “visibilizar”. Visíveis nós já somos, todos os dias e por isso alvo de muitas violências. Mas nossa vida não é marcada somente por isso. O dia da visibilidade trans, 29 de janeiro, é uma data para lembrar que pessoas trans existem e que não só a nossa existência, mas os nossos direitos devem ser respeitados, que nossas vidas importam.

Esse dia surgiu em 2004 quando um grupo de ativistas trans, se reuniu no dia 29 de janeiro desse mesmo ano para lançar a campanha “Travesti e Respeito” através do Ministério da Saúde. Esse dia importante foi escolhido para celebrar a visibilidade trans em nosso país, e desde então vem sendo comemorado. A luta também é para nos ver além das nossas “transexualidades”.

O Brasil tem uma realidade marcante com dados muito alarmantes sobre a realidade trans* onde abarca o primeiro lugar de assassinatos contra essa população. Porém, a população trans a cada dia mais, alcança espaços e faz resistência sobre esses dados, a vida não é somente violência é também luta por políticas públicas e por uma sociedade mais equânime, lutando por direitos que todes já possuem porém, para nós, ainda é campo de disputa.

Pessoas trans, mostram que a vida pode ser além do azul e rosa, que na verdade ela abarca todas as cores e existências. Eu sou Emilly Mel, mestra em Psicologia, Psicóloga, Gestalt Terapeuta, acadêmica, gamer, filha, irmã, travesti e tantas coisas que a vida me permitir ser. Sou ELA/DELA.  E me inspirei em várias pessoas trans* para hoje chegar aonde cheguei e sou grata a cada uma delas, mas a Professora Jaqueline Gomes de Jesus foi bem marcante para mim. Conhece alguma pessoa trans que te inspira? Comente sobre ela.


Intolerância Religiosa 

25 de janeiro de 2022

No dia 21 de janeiro lembramos aqui no Brasil, sobre o dia de combate à intolerância religiosa. Esse tema é delicado visto que respeitar a crença e deixar que cada pessoa pratique sua crença ou religião de forma livre, pode ser campo de muito embate, principalmente no Brasil.

Esse dia é tido para relembrar sobre o quanto a intolerância é um problema quando se trata de respeitar as diversas religiões e crenças existentes no mundo, e por isso, esse dia é considerado um marco na luta e denota o respeito que devemos ter pela diversidade religiosa, além de nos notificar sobre o preconceito e discriminação no âmbito religioso. Ainda é importante frisar que devemos ter igualdade religiosa onde todes possam ter o direito de professar suas crenças e religiões sem sofrerem sanções por isso.

Semana passada em nosso país, um vídeo andou sendo exibido nas redes sociais, onde um grupo religioso de uma denominação cristã, ao ver outro grupo religioso de uma matriz africana passar e expor a sua fé em público, hostilizou e difamou a religião de matriz africana. Aqui não iremos estereotipar nenhuma religião ou seus seguidores, porém cabe lembrar que intolerância religiosa no Brasil é crime através da Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro, com punições prescritas no código penal. A lei foi feita em homenagem à Mãe Gilda, do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador, que ao sofrer ataques tantos a sua pessoa, quanto a sua propriedade e religião, se tornou um dos símbolos da luta no país.

As opiniões que não são necessárias podem ser guardadas porém, o preconceito além de crime, não deve ser tolerado. Apoiamos essa luta.


Direitos para todes: Dia Internacional dos Direitos Humanos

13 de dezembro de 2021

Hoje 10 de dezembro celebramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Muitas vezes, escutamos frases errôneas e carregadas de preconceito que são mais ou menos assim: “Direitos Humanos são para Humanos direitos” ou “Quer ter acesso aos direitos Humanos, então seja direito”. Essas frases podem aparecer no nosso dia a dia e o intuito desde post é refletir sobre elas para que a gente não as perpetue.

Essa data foi escolhida em 1948 quando a Organizações das Nações Unidas oficializou a Declaração Universal dos Direitos do Homem/Humanidade. Mas só em 1950 que passou a ser celebrada internacionalmente. Essa data não é só uma celebração, também é para relembrar ao mundo inteiro que devemos lutar e manter direitos básicos a todas as pessoas que habitam este planeta: perpetuando ações concretas dos países e da sociedade no sentido de garantir os direitos civis, políticos, culturais, sociais e ambientais.

Nos seus mais de 30 artigos, a declaração evidencia direitos básicos e que garantem o necessário de dignidade para que as pessoas possam viver: liberdade, educação, saúde, cultura, informação, alimentação e moradia adequadas, respeito, não-discriminação, entre outros.  Esses direitos dizem respeito a mim, que escrevo esta publicação, mas também a você que lê. Qualquer pessoa, independente da situação, tem o direito de ter mantido todos esses direitos para não só a proteção física da pessoa como também a integridade psicológica, porém sabemos que em diversas situações, e como exemplo, o estopim de uma crise política, podemos tê-los vilipendiados e sofrermos diversas violações, por isso é dever de TODES mantê-los e lutar por eles.

Direitos Humanos são para todes, visto que todas as populações devem ter acesso ao necessário para viver com dignidade e plenitude e para que a gente não repita o passado e assim não destruamos direitos e ceifemos vidas humanas. Que a vida seja vivida em pleno gozo e exercício de direitos!


Visibilidade Intersexo

19 de outubro de 2021

Outubro é o mês em que muitas datas comemorativas, são trazidas e comemoradas, mas, você sabia que em outubro, mais especificamente no dia 26, é comemorado o dia da visibilidade intersexo? Talvez você conheça pelo termo “hermafrodita”, entretanto, esse termo não é mais utilizado porque além de não abarcar a diversidade total de estados intersexuais existentes, ainda carrega muito preconceito e estigma.

Estima-se que 1,7% da população, segundo a ONU, seja intersexual e muitos só conseguem descobrir isso na adolescência ou já na vida adulta e têm inclusive, aqueles/as que nunca tiveram ciência de sua condição. Isso acaba fazendo com que essas pessoas sejam invisibilizadas de uma maneira muito intensa na sociedade. Intersexual, segundo o livro Intersexo (2018), é “a pessoa que nasceu fisicamente entre (inter) o sexo masculino e o feminino, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais, ou um predominando sobre o outro” . Sabe-se que, na atualidade, existem mais 40 tipos diferentes de estados intersexuais.

A intersexofobia se refere à discriminação baseada em características sexuais/corporais contra as pessoas intersexo e por essa razão, a luta das pessoas intersexuais é pelo direito ao próprio corpo, visto que são submetidos a cirurgias invasivas, clinicamente desnecessárias, tratamentos hormonais durante anos sem sua aprovação e consentimento apenas para tentar enquadrá-los/as em uma ótica binária cisheteronormativa.

Atualmente 53 estados da ONU[1] apoiam os direitos das pessoas intersexuais e trabalham na luta pela reivindicação dos direitos destas, porém todes nós podemos ajudar e fazer a nossa parte para combater e intersexofobia, espalhando esse post e essa ideia!

[1] https://www.bmeia.gv.at/oev-genf/speeches/alle/2021/10/united-nations-human-rights-council-48th-session-joint-statement-on-the-human-rights-of-intersex-persons/


Setembro Verde

28 de setembro de 2021

Você sabia que dia 21 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência? Então, por isso, o mês de setembro é colorido com mais uma cor: a verde. Setembro Verde é o nome da campanha para visibilizar e reforçar a importância da inclusão social e acessibilidade da pessoa com deficiência, buscando trazer para todas as pessoas os mesmos direitos e oportunidades.

A data foi instituída por movimentos sociais desde o ano de 1982, porém, apenas em 2005 que foi verdadeiramente oficializada por um decreto de Lei. Sabia que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência? Pois é, por isso é importante visibilizarmos e repensarmos nossas ações de inclusão.

Capacitismo é a expressão utilizada para denotar o preconceito direcionado à pessoa com deficiência. Esse preconceito que tem como base a “capacidade” de outros seres humanos, vendo-os como” inferiores” ou “incapazes”. O capacitismo é tão forte que temos expressões na língua portuguesa que são capacitistas, e nem nos damos conta. Alguns exemplos: “Essa tesoura está cega!”, “Você está cego?”, “Você é surda?”, “Seu microfone está mudo.”

Calma, a partir de agora você pode mudar porque aprender é um processo contínuo. Então troque essas expressões capacitistas por essas mais inclusivas, como: “Essa tesoura não está amolada!”, “Você não está vendo?”, “Você não está escutando?”, “Seu microfone está no silencioso/ está sem som.”

Cada pequena ação conta e é dever nosso como parte da sociedade permitir a inclusão social de todes. Gostou? Achou informativo? Compartilha essa ideia para que mais pessoas saibam!


Visibilidade Bissexual

24 de setembro de 2021

Você sabia que dia 23 de setembro não é só o anúncio da chegada da Primavera no Hemisfério Sul do Globo? Muitas pessoas tendem a associar a isso, o que não é errado, porém é também da data da Visibilidade Bissexual que é comemorada mundialmente. Você sabia disso?

Dar visibilidade a todas a letras de uma sigla que cresce a cada ano é fundamental se quisermos combater a opressão estrutural, ou a LGBTIfobia que permeia as vidas de quem pertence a comunidade LGBTQIA+. Mas também precisamos falar sobre as especificidades das identidades que compõe essa sigla.

Bifobia é o termo usado quando nos referimos ao preconceito seja ele verbal, físico, psicológico e até moral destinado às pessoas bissexuais. Sabe aquela piada que você faz quando se refere às pessoas bissexuais? Pois é, ela pode estar cheia de bifobia e você nem percebe. “B” não é “biscoito”, não são pessoas “indecisas” e nem elas/eles/elus têm que dizer “se gostam mais de um ou de outro gênero”, pois ninguém é obrigado a nada. Não só pessoas cis hétero perpetuam esses preconceitos, mas pessoas da própria comunidade LGBTQIA+ podem reproduzi-los e por isso é importante estamos atentos/as/es.

As pessoas bissexuais buscam, dentre diversas demandas, procurar romper com os preconceitos e com uma sociedade que se apoia na ideia da monossexualidade, que impõe às pessoas que “se relacionem sexual e/ou romanticamente exclusivamente com pessoas de um determinado gênero”. Quem não se encaixar nessa categoria, no caso as pessoas não-monossexuais, e aí entra as pessoas bissexuais, tenderão a sofrer preconceito dentro e fora da comunidade LGBTQIA+ sendo inclusive, subjugadas e até ignoradas.

Por isso é fundamental darmos visibilidade a causa não só apoiando-a como auxiliando a combater a bifobia presente no nosso dia a dia. Gostou da ideia? Uma outra forma de ajudar é compartilhando esse post!


Dia da visibilidade lésbica

30 de agosto de 2021

As mulheres lésbicas são alvo de violência simbólica, verbal, psicológica, física e econômica em todos os espaços: a família, a rua, os hospitais, a escola, o trabalho. Essa opressão, pode provocar a negação da própria sexualidade, afastamento de familiares, a construção de uma vida dupla e, em alguns casos, suicídio. Dentre as expressões mais extremas de violência contra lésbicas existe uma enorme ocorrência do chamado estupro “corretivo”. É importante ressaltar que as mulheres lésbicas negras e/ou periféricas estão ainda mais vulneráveis a essas diferentes formas de violência.

Existe ainda a invisibilidade lésbica, que se apresenta de muitas formas: quando campanhas voltadas à saúde da relação sexual se referem exclusivamente às formas de proteção próprias ao sexo heterossexual; na falta de dados e pesquisas sobre as particularidades da violência contra as mulheres lésbicas e na ausência de representatividade lésbica na mídia.

Adapt. Camtra – Casa da Mulher Trabalhadora e Catraca Livre.

É importante darmos visibilidade a esse grupo e nos aliarmos na luta conta a lesbofobia estrutural e o Fundo Positivo convida a todes a participar dessa luta.